Autoprodução

Autoprodução

Em sua essência, o autoprodutor é o consumidor que optou por investir na geração da sua própria energia , atividade distinta de seu negócio, adquirindo ou construindo  usinas. Com isso, está apto a utilizar a energia gerada para suprir parcialmente, ou totalmente, suas necessidades energéticas.

A prática da autoprodução é comum entre indústrias eletrointensivas, que são mais sensíveis ao insumo energia elétrica. Essas indústrias investem na produção de energia elétrica, assumindo diversos riscos desconhecidos por um consumidor convencional, com propósito específico: garantir a competitividade da atividade industrial por meio de proteção (hedge) ao risco de preço e garantia de suprimento energético. Adicionalmente, a autoprodução agrega valor estratégico ao produto industrial, ampliando o domínio da indústria sobre o insumo energético (eficiência) e permitindo à empresa seguir uma política interna própria de produção/consumo de energia.

Basicamente, a autoprodução pode ser feita sob a forma de dois diferentes arranjos. A primeira, a autoprodução in situ, é o arranjo mais conhecido e ocorre quando a geração e o consumo se dão no mesmo local.  O caso é bastante comum em sistemas isolados e/ou pelo aproveitamento de subprodutos do processo industrial para fins energéticos.

Figura 1 – Autoprodução in situ

 O outro arranjo ocorre quando geração e consumo se dão em locais distintos. A diferença, neste caso, é que se torna  necessário o uso  oneroso de redes de transmissão/distribuição. As fontes hidráulica, termelétrica e eólica estão entre os maiores empreendimentos em autoprodução neste tipo de arranjo.

Figura 2 – Autoprodução distante do consumo

Por fim, na perspectiva da sociedade, investimentos em autoprodução também são vistos com bons olhos, em especial por conta de suas externalidades. Como investimento privado, além de contribuir para a expansão do parque gerador, agregando confiabilidade e flexibilidade ao sistema; a autoprodução posterga a necessidade de ampliações e reforços em redes de transmissão/distribuição e reduz as perdas do sistema.