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Perdas com risco hidrológico somam R$ 3,2 bi até setembro na Eletrobras

Valor - 17/11

 

Rodrigo Polito

 

A Eletrobras contabilizou uma perda de R$ 3,2 bilhões com o déficit de geração hídrica (medido pelo fator GSF, na sigla em inglês) no acumulado do ano até setembro. Desse total, R$ 2,7 bilhões são relativos às perdas obtidas pelas subsidiárias integrais da holding elétrica (Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte) e o restante, R$ 500 milhões, corresponde à participação da estatal em sociedades de propósito específicos (SPEs) de hidrelétricas.


Casado, diretor financeiro, diz que a empresa está estudando a proposta da Aneel para repactuação do risco hidrológico

 

Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado, a área de regulação da estatal está trabalhando em tempo integral na análise da proposta de acordo feita pelo governo federal para a repactuação do risco hidrológico. Ele não informou se a empresa vai aderir à proposta e, em caso positivo, em que termos.

 

Em teleconferência com analistas e investidores, sobre os resultados da empresa no terceiro trimestre, Casado também disse esperar que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenha aprovado, até o fim do ano, todos os valores de indenização dos ativos antigos de transmissão que as subsidiárias da Eletrobras têm a receber, por terem aderido à renovação antecipada das concessões, por meio da Medida Provisória 579, de 2012.

 

Ele lembrou que a Aneel já aprovou a indenização no valor de R$ 1,01 bilhão à Eletrosul e de R$ 9 bilhões à Furnas. A companhia aguarda a definição dos valores solicitados por Eletronorte e Chesf.

 

"Temos a receber [um valor] da ordem de R$ 26,4 bilhões [incluindo ativos de geração e transmissão]. É o que está sendo reivindicado por nós. Tudo isso referente a dezembro de 2012. Ou seja, ainda tem a correção de 2012 até o efetivo conhecimento. Sem considerar a primeira tranche que nós já estamos finalizando o recebimento, de R$ 14 bilhões, até o fim deste ano", completou.

 

O executivo explicou aguarda edição de portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) relativa à forma e às condições de pagamento das indenizações. Após a medida, a companhia terá uma ideia de como as indenizações serão lançadas no balanço.

 

Questionado se a Eletrobras pagará dividendos, em um eventual lucro que seja obtido neste ano, pelo efeito das indenizações, Casado disse que "uma vez a companhia dando lucro, ela pagará os dividendos". E acrescentou que a estatal não tem intenção de reter dividendos, como já fez no passado.

 

No acumulado do ano até setembro, o prejuízo líquido da Eletrobras foi de R$ 4,1 bilhões.

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