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Necessidade de térmicas será cada vez maior

O Estado de SP - 22/05/2014 
Alexa Salomão
André Magnabosco
Entidades sugerem que País volte a discutir a opção por usinas com represas pequenas, que podem comprometer a segurança do fornecimento de energia.
 
 
 
 
Na avaliação de representantes de entidades do setor elétrico, o diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, tocou ontem em pontos considerados cruciais pelo mercado: a chamada modicidade tarifária (preferência por energia sempre mais barata) e as questões ambientais não poderiam ficar acima da segurança eda garantia de abastecimento. “Hermes sempre foi prudente e externou preocupações legítimas”, disse Alexei Vivan,presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica.
 
Para Vivan, que também preside o Fórum de Meio Ambiente do setor e convive com os dilemas ambientais do País, as pressões de ONGs, de movimentos indígenas e quilombolas colocaram em segundo plano uma questão técnica importante: “A água nas barragens é reserva de energia – se elas têm menos água,a reserva será menor”,disse. “Seria importante retomar a discussão em relação às barragens, com disposição de enfrentar as resistências.” Na avaliação do presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores Independentes de Energia Elétrica, Luiz Fernando Vianna, Chipp abordou o tema certo na hora certa. “Se as novas usinas não têm reservatórios, é claro que vamos precisar de mais térmicas”, disse Vianna.“Não existe mágica para garantir o abastecimento de energia, precisamos de meia Itaipu entrando em operação todos os anos.”
 
Custos maiores. O mercado também concordou com a argumentação de Chipp de que são necessários leilões separados para fontes diferentes. Cadaenergia tem um preço. Quando todas entram misturadas em um mesmo leilão, ocorre o óbvio: as mais caras perdem.
 
No segundo semestre deste ano, o governo realizará um leilão de energia de reserva com a separação de projetos por fontes, o que abrirá espaço para projetos mais caros, mas que vão contribuir para o abastecimento. “Ainda não é um leilão por fonte, mas é um leilão que, de certa forma, privilegia tipos de produtos –começa a chegar onde achamos que seria mais adequado, de melhor equilíbrio entre custo e segurança”, disse Chipp.
 
Em busca do preço baixo, além de qualquer outro critério, o governo tem fixado valores considerados economicamente inviáveis pelo mercado, criando situações que prejudicam todo o setor.Um exemplo: no ano passado,foram feitos leilões para suprir as distribuidoras.O valor ofertado, porém, ficoua baixo do esperado, afastando os geradores.O resultado: as distribuidoras não fecharam contratos, com preços mais atraentes, e precisaram de socorro financeiro do Tesouro.
 
Outro exemplo: para o próximo leilão com entrega de energia em três anos, foi sinalizado para as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas)o teto de R$ 148 por MWh. Pelas contas do setor, porém, seria preciso ao menos R$175.“Há 700 projetos capazes de gerar de 8 mil a 10 mil MW em análise ou espera de licenciamento que podem dar uma enorme contribuição ao abastecimento do País”, disse Charles Lenzi, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa
 
● Necessidade
“Se as novas usinas
não têm reservatórios,
é claro que vamos
precisar de mais térmicas.”
Luiz Fernando Vianna
PRESIDENTE DO CONSELHO DE
ADMINISTRAÇÃO DA APINE


 

fmase

Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


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