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Indústrias anteveem ônus bilionário com eletricidade

O Estado De SP 21/10/14 
Que a eletricidade custará mais em 2015 é ponto pacífico para os consumidores, pois as empresas de energia se endividaram nos bancos para sustentar tarifas mais baixas e terão de ser ressarcidas via aumento das contas. Mas algumas companhias, que dependem mais de energia a custos módicos do que a média, estão prevendo uma situação ainda pior, segundo levantamento da associação dos grandes consumidores (Abrace). As 46 empresas filiadas calculam uma despesa adicional de R$ 20 bilhões com energia entre 2015 e 2018, elevação de 47% em relação à fatura atual.

Não há, aparentemente, o que fazer para evitar o problema. Respondendo por cerca de 40% da demanda industrial, grandes consumidores preferiram adquirir energia no mercado livre, negociando diretamente com as geradoras ou agentes de comercialização, sem depender das distribuidoras. Agora foram colhidos por dois problemas.
Primeiro, dada a falta de chuvas e a disparada de preços no mercado spot, têm de pagar mais na renegociação de contratos. "Os contratos novos vão sendo contaminados pelo cenário de preços mais altos", disse o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, ao jornal Valor. Segundo, com o novo marco regulatório, mais usinas voltarão ao controle da União e serão elevadas as cotas de energia destinadas às distribuidoras.
Um grupo de empresas eletrointensivas, por exemplo, paga R$ 110 o MWh a uma subsidiária da Eletrobrás, mas o contrato entre elas e a estatal vencerá em junho de 2015. A dependência dessa energia é tão grande que unidades industriais poderão se tornar inviáveis, admitiu o presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho, segundo a Agência CanalEnergia. Não se trata de uma briga nova, mas está claro que, para muitas empresas, o custo da energia define a competitividade.
O impacto do custo da energia não se limita aos grandes consumidores, pois estes produzem bens intermediários tais como bobinas de aço, alumínio, químicos e petroquímicos, cobre e outros itens essenciais ao conjunto da indústria.
A crise crescente por que passa a indústria de transformação poderá, portanto, se agravar, em decorrência não só do aumento dos preços da eletricidade, mas do seu impacto sobre grande parte da produção industrial, que apenas no segundo trimestre deste ano caiu 5,4%, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

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Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


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