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Para Hermes Chipp, problemas no setor elétrico vão além de gestão

O diretor geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, afirmou em entrevista após a audiência pública na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (11/09) que setor elétrico enfrenta barreiras que estão além de sua jurisdição. “O que eu coloquei é que o problema não é só no setor elétrico, o resultado final cai no colo do setor elétrico, mas tem o problema do IPHAN, do meio ambiente, a nível federal e estadual, tem problemas fundiários”, explicou Chipp.

Para o diretor, é preciso achar um ponto de equilíbrio entre o atendimento às questões ambientais e às necessidades do setor elétrico. “Acho que cada situação pode ter um ponto de equilíbrio diferente. A coisa tem que ser debatida e analisada porque não é só problema de gestão no setor elétrico”, ressaltou. Chipp acrescentou ainda que o melhor lugar para se debater tal problema é na própria Câmara dos Deputados.

Durante a audiência pública que discutiu o blecaute na região Nordeste em 28 de agosto, Hermes Chipp levantou a questão de empecilhos que o setor enfrenta, principalmente no que se refere ao licenciamento ambiental. O diretor reconheceu que que em alguns casos o problema pode ser originado pelas próprias empresas, que deixam de entregar documentação gerando atrasos para a obtenção do licenciamento. Mas também apontou que as dificuldades e a lentidão nos processos por parte do setor ambiental também precisa ser reavaliado.

Avaliação do CVaR

Hermes Chipp fez uma avaliação também do novo modelo computacional de aversão ao risco, implantado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em setembro. O diretor explicou que a tendência é que o PLD fique mais alto. “Eu diria que ele vai ser mais elevado, mas muito mais próximo da realidade, mas depende muito da hidrologia. O modelo por si só está conduzindo um PLD na ordem de R$ 270/MWH e se não fosse a implantação da nova metodologia estaria uns R$100 reais mais baixo”, explicou.

A justificativa, segundo Chipp, é que o CVaR  (Valor em Dado Risco Condicionado) é mais robusto do que o antigo, em termos de aversão a risco. O diretor acrescentou, ainda, que outra vantagem é a maior previsibilidade para os investidores. “Eles vão saber fazer seus cálculos para investir muito melhor que anteriormente”, afirmou.

No mês de Agosto, cerca de 2mil MW foram desligados em termelétricas, por questões energéticas, conforme apontado pelo programa, que já estava operando como teste. Todavia, Chipp afirmou que como o modelo foi implantado agora, até novembro provavelmente não será possível atingir o nível meta dos reservatórios, conforme planejado.

fmase

Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


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