Notícias do Setor

Com reservatórios baixos, Brasil tenta comprar mais gás da Bolívia

Por Fabio Murakawa, Valor Econômico

Segundo fontes do governo brasileiro, o gás será enviado por um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia que desemboca em Cuiabá. O combustível abastecerá a usina Governador Mário Covas, na capital mato-grossense. Operada pela Petrobras, ela tem capacidade de geração de 480 megawatts.

“Há uma conversação adiantada com o Brasil para exportar esse excedente de gás que temos a Cuiabá”, disse ontem Carlos Villegas, presidente da estatal boliviana, à imprensa local. A Petrobras não quis comentar.

O Brasil tem um contrato de compra de gás da Bolívia que prevê o envio máximo de 31,5 milhões de metros cúbicos diários. O compromisso expira em 2019. Hoje, o ramal do gasoduto que termina em São Paulo está operando em plena capacidade, mas ainda há espaço para o envio de gás pelo ramo que desemboca em Cuiabá.

O gás boliviano está sendo vendido ao Brasil a cerca de US$ 8,90 o milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica). Os valores para esse contrato adicional estão sendo negociados.

“Estamos numa situação bem crítica de chuvas, com os reservatórios baixos. O Brasil precisa que essa térmica [de Cuiabá] e todas as outras estejam operando em capacidade máxima”, diz Marco Tavares, presidente da consultoria Gas Energy.

A termelétrica cuiabana pertencia à Enron em 2006, quando o presidente Evo Morales decidiu estatizar o setor de hidrocarbonetos na Bolívia. Morales rompeu à época o contrato de fornecimento que mantinha com a empresa, e a usina chegou a ser desativada até ser arrendada pela Petrobras, em 2011. Eventualmente, a Petrobras pede que parte do gás contratado ao governo boliviano seja enviado pelo duto que leva a Cuiabá. Mas, de acordo com Tavares, nunca antes a empresa havia estourado a cota de 31,5 milhões de m3.

Esse novo contrato poderá ser interrompido, porque a Bolívia deve ter reduzida sua capacidade de envio do combustível nos próximos anos. Analistas estimam que, partir de 2017, a produção nos campos explorados pela Petrobras no país vizinho começará a declinar.

fmase

Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


Leia mais...

ABIAPE | Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia

SCN Quadra 4 Ed. Centro Empresarial Varig Sala 101 CEP: 70714-900 Brasília/DF
Tel/Fax: (61) 3326-7122 | E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

abiape