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Governo acena com leilões extras de energia elétrica para distribuidoras

Folha de SP 06/12/14

 

Machado da Costa e Julia Borba

 

Caso o próximo leilão de energia, marcado para a primeira quinzena de janeiro, não resolva a situação das distribuidoras, podem ser realizados outros, afirmou Igor Alexandre Walter, do Ministério de Minas e Energia.

Assim como o próximo, esses novos leilões devem ter prazos menores que o certame desta sexta, em que foram fechados contratos de três anos.

Com prazos menores, o valor médio da energia, que neste leilão ficou em R$ 197,09 por megawatt-hora, deve subir. Essa é uma das principais causas da estratégia das empresas, de "segurar" tanto a oferta quanto a demanda de energia.

No caso das distribuidoras, elas corriam o risco de possuir energia além do permitido no segundo semestre, depois que forem repartidos entre elas os 4.200 MW de energia barata oriunda das usinas que terão a concessão encerrada até julho de 2015.

No caso hipotético de uma distribuidora que comprasse todo o volume necessário para o próximo ano, quando ela recebesse a energia dessas usinas, poderia ficar com um volume acima do necessário. O risco está nesse excedente, que não é considerado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) durante o processo de reajuste tarifário.

A distribuidora, então, precisaria vender essa energia no mercado de curto prazo e "torcer" para que o preço da eletricidade permaneça caro.

Durante o primeiro semestre, portanto, até que entre essa nova energia em julho de 2015, será preciso fazer "um leilão ou mais", disse Walter.

Conforme antecipado pela Folha em 12 de outubro, as empresas receberam uma indicação de que o segundo leilão seria feito a fim de evitar um desequilíbrio nas finanças das companhias.

Isso fez despencar a necessidade de contratação para esse pleito para 696 MW, segundo Nelson Leite, presidente da Abradee, associação das distribuidoras.


LIMINAR

Pode terminar na próxima quarta-feira (10) a novela sobre a concessão da Cemig sobre a usina Jaguara.

Este é o último ponto ainda em aberta para as distribuidores a necessidade de contratação para 2015.

O julgamento da liminar voltará à pauta do STJ (Superior Tribunal de Justiça) na próxima semana, após três meses parada.

A companhia afirma que a concessão poderia ser esticada por 20 anos, de acordo com o contrato.

O placar está em três votos contra o pedido da Cemig e dois a favor. Faltam três.

Caso o governo consiga caçar a liminar, serão repartidos mais 400 MW para as distribuidoras além dos 4.200 MW já previstos.

fmase

Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


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