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Distribuição vai pagar R$ 2,3 bi até fevereiro

Valor 12/12/14


Rodrigo Polito e Natalia Viri


As distribuidoras de energia terão uma conta salgada a pagar, da ordem de R$ 2,3 bilhões, em janeiro e fevereiro de 2015, relativas às liquidações do mercado de curto prazo referentes aos meses de novembro e dezembro, segundo uma fonte do setor com trânsito na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e em outros órgãos do mercado. A quantia elevada, informada ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, se deve à cifra alta do preço de liquidação de diferenças (PLD) - o preço spot de energia - que permanece em patamar superior a R$ 650 o megawatt-hora (MWh).

Sem a sinalização de uma nova ajuda por parte do governo para as empresas, após terem esgotados os recursos dos empréstimos de R$ 17,8 bilhões obtidos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), as companhias terão que tirar dinheiro do próprio caixa para pagar a conta. Apenas a Light, distribuidora que atende a região metropolitana do Rio de Janeiro, segundo a fonte, terá que pagar cerca de R$ 600 milhões. O Valor apurou que o presidente da empresa, Paulo Roberto Pinto, tem ido à Brasília com frequência para conversar sobre o assunto com o diretor da Aneel, Romeu Rufino.

Na próxima semana, representantes da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) se reunirão com a diretoria da Aneel para tratar do mesmo problema. Na ocasião, a entidade fará uma apresentação para mostrar os impactos da situação para as empresas do setor.

Diante do cenário delicado, cresce o movimento em favor da realização de um reajuste tarifário extraordinário das distribuidoras já no início do próximo ano, para permitir o repasse aos consumidores dos pesados custos enfrentados pelas empresas. O reajuste extraordinário também defendeu ontem pelo presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., em reunião com investidores.

"Isso teria que ocorrer no começo do ano, para não prejudicar as companhias que têm reajustes nos primeiros meses do ano [e que só poderiam fazer o repasse desses custos no reajuste de 2016]", disse o executivo.

A CPFL tem cinco distribuidoras que passarão por reajuste tarifário na primeira semana de fevereiro, provavelmente antes da liquidação da CCEE daquele mês, referente a dezembro. Outra empresa na mesma situação é a Energisa Borborema, que atende parte do Estado da Paraíba.

Nesta semana, a liquidação do mercado de curto prazo referente a outubro somou quase R$ 3,4 bilhões, de acordo com a CCEE. Segundo o presidente do conselho de administração da câmara, Luiz Eduardo Barata, o mercado de curto prazo fechará 2014 com uma contabilização recorde de R$ 40 bilhões, equivalente a quatro vezes o volume anual contabilizado nos últimos anos.

"Este foi um ano bastante difícil para comercialização [de energia] no Brasil. Nos últimos anos, em 2010, 2011 e 2012, a contabilização somou R$ 10 bilhões [por ano]. Nós contabilizamos ao longo de 2013 R$ 16 bilhões. Neste ano de 2014, serão R$ 40 bilhões", afirmou Barata, esta semana, no Rio de Janeiro.

 

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Hoje, o Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico - FMASE conta com 19 entidades na sua formação, e é uma das principais vozes do setor para tratar das questões ambientais referentes aos empreendimentos de geração de energia.


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